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	<title>International Symposium on Immunobiologicals</title>
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	<description>6, 7 and 8 - May 2026</description>
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	<title>International Symposium on Immunobiologicals</title>
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		<title>Diagnósticos para uma nova era: clima, integração global e regulação no centro do debate (quinta-feira 1)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 19:11:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialistas discutem como mudanças climáticas, novas tecnologias e desafios regulatórios estão redefinindo o papel dos diagnósticos em saúde pública. A mesa “Diagnostics for a New Era”, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir os desafios e caminhos para o fortalecimento dos diagnósticos diante de um cenário [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/diagnosticos-para-uma-nova-era-clima-integracao-global-e-regulacao-no-centro-do-debate-quinta-feira-1/">Diagnósticos para uma nova era: clima, integração global e regulação no centro do debate (quinta-feira 1)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-32292 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-26-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-26-300x178.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-26-1024x607.jpg 1024w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-26-768x455.jpg 768w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-26.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Especialistas discutem como mudanças climáticas, novas tecnologias e desafios regulatórios estão redefinindo o papel dos diagnósticos em saúde pública.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“Diagnostics for a New Era”</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir os desafios e caminhos para o fortalecimento dos diagnósticos diante de um cenário global marcado por mudanças climáticas, riscos de novas pandemias e avanços tecnológicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenado por </span><b>Antonio Gomes Pinto Ferreira</b><span style="font-weight: 400;">, vice-diretor de Diagnósticos de Bio-Manguinhos/Fiocruz, o debate contou com a participação de </span><b>Marilda Siqueira</b><span style="font-weight: 400;"> (Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz), </span><b>Albert Ko</b><span style="font-weight: 400;"> (Yale School of Public Health) e </span><b>Marcella Melo Vergne de Abreu</b><span style="font-weight: 400;"> (Anvisa).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes da mesa principal, duas apresentações em formato de pôster oral trouxeram contribuições relevantes. </span><b>Marcelle Bral de Mello</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou estudo sobre a performance clínica do teste rápido DPP HIV 1/2 Immunoblot, destacando seu potencial para ampliar o acesso ao diagnóstico confirmatório em regiões com limitações estruturais. Já </span><b>Laís Pereira Ferreira Bento</b><span style="font-weight: 400;"> abordou a diversidade genômica do rinovírus humano no Brasil, reforçando a importância da vigilância molecular para o monitoramento epidemiológico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo as discussões, </span><b>Marilda Siqueira</b><span style="font-weight: 400;"> destacou os impactos das mudanças climáticas na dinâmica das doenças infecciosas, citando a expansão recente da dengue para regiões anteriormente não endêmicas. Segundo a pesquisadora, além do desenvolvimento de novas tecnologias, é fundamental investir na preparação de pessoas e instituições para responder a futuras emergências sanitárias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Albert Ko</b><span style="font-weight: 400;"> chamou atenção para a fragmentação das respostas globais às doenças infecciosas. O pesquisador criticou a atuação em “silos” e defendeu abordagens integradas, com base na perspectiva One Health, como caminho para enfrentar ameaças emergentes que ultrapassam fronteiras geográficas, como mpox e o vírus Oropouche.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando as apresentações, </span><b>Marcella Abreu</b><span style="font-weight: 400;">, da Anvisa, abordou os desafios regulatórios diante da incorporação de novas tecnologias, incluindo plataformas digitais e inteligência artificial. Segundo ela, cabe às agências reguladoras equilibrar inovação e segurança, enfrentando questões como proteção de dados, transparência e avaliação de riscos em um cenário de rápida transformação tecnológica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo do debate, ficou evidente que o fortalecimento dos diagnósticos passa não apenas por avanços científicos, mas também pela integração entre setores, pela cooperação internacional e pela construção de marcos regulatórios capazes de acompanhar a velocidade da inovação.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/diagnosticos-para-uma-nova-era-clima-integracao-global-e-regulacao-no-centro-do-debate-quinta-feira-1/">Diagnósticos para uma nova era: clima, integração global e regulação no centro do debate (quinta-feira 1)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cooperação Sul-Sul: caminhos para fortalecer a produção regional e ampliar o acesso a tecnologias em saúde (quinta-feira 2)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/cooperacao-sul-sul-caminhos-para-fortalecer-a-producao-regional-e-ampliar-o-acesso-a-tecnologias-em-saude-quinta-feira-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 19:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Debate destaca o papel da colaboração internacional, políticas públicas e financiamento para reduzir desigualdades no acesso a vacinas e outras tecnologias em saúde. A mesa “Potentialities and Challenges for Stimulating South-South Cooperation in Biotechnological Development, Tech Transfer and Capacity Building”, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir estratégias de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/cooperacao-sul-sul-caminhos-para-fortalecer-a-producao-regional-e-ampliar-o-acesso-a-tecnologias-em-saude-quinta-feira-2/">Cooperação Sul-Sul: caminhos para fortalecer a produção regional e ampliar o acesso a tecnologias em saúde (quinta-feira 2)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><img decoding="async" class="size-medium wp-image-32287 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-25-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-25-300x178.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-25-1024x607.jpg 1024w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-25-768x455.jpg 768w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-25.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Debate destaca o papel da colaboração internacional, políticas públicas e financiamento para reduzir desigualdades no acesso a vacinas e outras tecnologias em saúde.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“Potentialities and Challenges for Stimulating South-South Cooperation in Biotechnological Development, Tech Transfer and Capacity Building”</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir estratégias de fortalecimento da cooperação internacional entre países do Sul Global, com foco na ampliação da capacidade produtiva, inovação e acesso equitativo a tecnologias em saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenado por </span><b>Tiago Rocca</b><span style="font-weight: 400;">, do Instituto Butantan, o debate contou com a participação de </span><b>Iin Susanti</b><span style="font-weight: 400;"> (Biofarma/DCVMN), </span><b>Priscila Ferraz</b><span style="font-weight: 400;"> (Fiocruz), </span><b>Fernanda De Negri</b><span style="font-weight: 400;"> (Ministério da Saúde/SECTICS) e </span><b>Chris Gill</b><span style="font-weight: 400;"> (Gates Foundation).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes da mesa principal, duas apresentações em formato de pôster oral trouxeram contribuições relevantes. </span><b>Rodrigo Soares Caldeira Brant</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou estudo sobre o perfil bioquímico do antígeno SpiN, destacando estratégias de controle de qualidade para produção em escala GMP. Em seguida, </span><b>Laura Alves Ribeiro Oliveira</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou resultados de acompanhamento longitudinal de indivíduos com condições pós-Covid, com foco na caracterização de biomarcadores imunológicos e desfechos terapêuticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo as discussões, </span><b>Iin Susanti</b><span style="font-weight: 400;"> destacou o papel da Developing Countries Vaccine Manufacturers Network (DCVMN) no fortalecimento da produção de vacinas em países em desenvolvimento. A rede atua na promoção de capacitação, transferência de tecnologia, inovação e articulação de parcerias, com o objetivo de ampliar o acesso a imunizantes de qualidade em escala global.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Priscila Ferraz</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou a Global Coalition for Local and Regional Production, Innovation and Equitable Access, iniciativa que busca fortalecer a produção regional de tecnologias em saúde por meio de uma plataforma de cooperação internacional. A coalizão reúne governos, instituições científicas, setor produtivo e organizações internacionais para enfrentar desigualdades estruturais no acesso a vacinas, diagnósticos e terapias, especialmente em países de média e baixa renda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Fernanda De Negri</b><span style="font-weight: 400;">, do Ministério da Saúde, destacou a importância de políticas públicas consistentes para viabilizar a cooperação internacional e fortalecer a soberania tecnológica. Segundo ela, o Brasil tem buscado avançar por meio de programas de inovação e parcerias estratégicas, com o objetivo de consolidar sua posição no cenário global da saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando as apresentações, </span><b>Chris Gill</b><span style="font-weight: 400;">, da Gates Foundation, abordou os desafios relacionados à cobertura vacinal e ao financiamento de novas tecnologias, destacando o papel das vacinas combinadas como estratégia para ampliar o acesso. O especialista também ressaltou a importância de modelos de cooperação Sul-Sul como caminho para fortalecer a capacidade produtiva e responder a demandas globais de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo do debate, ficou evidente que a cooperação Sul-Sul é um elemento central para enfrentar desigualdades históricas no acesso a tecnologias em saúde. A articulação entre produção local, financiamento, inovação e políticas públicas surge como caminho estratégico para fortalecer sistemas de saúde e ampliar a segurança sanitária global.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/cooperacao-sul-sul-caminhos-para-fortalecer-a-producao-regional-e-ampliar-o-acesso-a-tecnologias-em-saude-quinta-feira-2/">Cooperação Sul-Sul: caminhos para fortalecer a produção regional e ampliar o acesso a tecnologias em saúde (quinta-feira 2)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Além do mRNA: RNAs não codificantes abrem novas fronteiras para terapias inovadoras (quinta-feira 3)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/alem-do-mrna-rnas-nao-codificantes-abrem-novas-fronteiras-para-terapias-inovadoras-quinta-feira-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 19:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Debate destaca o potencial dos RNAs não codificantes e de novas plataformas de RNA para transformar o desenvolvimento de terapias e a medicina de precisão. A mesa “A Future Beyond Messengers: Non-Coding RNAs as Targets for New Therapies”, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu pesquisadores e especialistas para discutir avanços científicos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/alem-do-mrna-rnas-nao-codificantes-abrem-novas-fronteiras-para-terapias-inovadoras-quinta-feira-3/">Além do mRNA: RNAs não codificantes abrem novas fronteiras para terapias inovadoras (quinta-feira 3)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><img decoding="async" class="size-medium wp-image-32281 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-24-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-24-300x178.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-24-1024x607.jpg 1024w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-24-768x455.jpg 768w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-24.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Debate destaca o potencial dos RNAs não codificantes e de novas plataformas de RNA para transformar o desenvolvimento de terapias e a medicina de precisão.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“A Future Beyond Messengers: Non-Coding RNAs as Targets for New Therapies”</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu pesquisadores e especialistas para discutir avanços científicos e desafios na aplicação de RNAs não codificantes e outras tecnologias baseadas em RNA no desenvolvimento de novas terapias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenado por </span><b>Patricia Neves</b><span style="font-weight: 400;"> (Fiocruz/Bio-Manguinhos), o encontro contou com a participação de </span><b>John Mattick</b><span style="font-weight: 400;"> (UNSW), </span><b>Paulo de Paiva Amaral</b><span style="font-weight: 400;"> (Insper), </span><b>Lucas Rocha</b><span style="font-weight: 400;"> (Mirscience) e </span><b>Danielle Cunha</b><span style="font-weight: 400;"> (Fiocruz/Bio-Manguinhos).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes das apresentações principais, duas pesquisas foram apresentadas em formato de pôster oral. </span><b>Renata Maria dos Santos</b><span style="font-weight: 400;"> discutiu a análise de agregados em mRNA livre e encapsulado em nanopartículas lipídicas, destacando implicações para a qualidade e estabilidade de vacinas de mRNA. Em seguida, </span><b>Daniele Ramos Rocha</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou avanços na consolidação da produção de mRNA-LNP em Bio-Manguinhos, incluindo a avaliação de atributos críticos de qualidade em escala piloto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo a mesa, </span><b>John Mattick</b><span style="font-weight: 400;"> abordou o papel dos long non-coding RNAs (lncRNAs) e seu potencial para transformar a biomedicina. O pesquisador destacou que esses elementos, antes considerados sem função, hoje são reconhecidos como componentes-chave na regulação genética e na compreensão de doenças complexas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Paulo de Paiva Amaral</b><span style="font-weight: 400;"> discutiu os desafios de traduzir o conhecimento científico sobre RNAs não codificantes em aplicações terapêuticas. Segundo ele, o avanço nesse campo representa uma oportunidade estratégica para ampliar a participação do Brasil em tecnologias de ponta voltadas à medicina de precisão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Lucas Rocha</b><span style="font-weight: 400;">, da startup Mirscience, apresentou o desenvolvimento de RNAs sintéticos voltados ao tratamento de doenças genéticas musculares. Ele destacou a criação de novas plataformas terapêuticas com potencial para superar limitações de abordagens tradicionais, especialmente em doenças raras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando as apresentações, </span><b>Danielle Cunha</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou pesquisas sobre o uso de RNA de interferência (RNAi) no tratamento do câncer de mama triplo negativo. Segundo a pesquisadora, os resultados obtidos até o momento são promissores, embora ainda existam desafios relacionados ao desenvolvimento clínico e à regulação dessas terapias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo do debate, foram destacados gargalos importantes para a transformação do conhecimento científico em produtos terapêuticos, incluindo limitações de financiamento, desafios regulatórios e a necessidade de infraestrutura adequada para o desenvolvimento pré-clínico e clínico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A discussão evidenciou que, embora ainda em estágio de consolidação, as tecnologias baseadas em RNA — especialmente os RNAs não codificantes — representam uma das fronteiras mais promissoras da inovação em saúde, com potencial para redefinir abordagens terapêuticas e ampliar o alcance da medicina personalizada.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/alem-do-mrna-rnas-nao-codificantes-abrem-novas-fronteiras-para-terapias-inovadoras-quinta-feira-3/">Além do mRNA: RNAs não codificantes abrem novas fronteiras para terapias inovadoras (quinta-feira 3)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comunicação, confiança e desinformação: desafios centrais para a ciência na era digital (quinta-feria 4)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/comunicacao-confianca-e-desinformacao-desafios-centrais-para-a-ciencia-na-era-digital-quinta-feria-4/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 18:43:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://isi.bio.fiocruz.br/?p=32275</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialistas discutem o papel da comunicação científica, das políticas públicas e das dinâmicas cognitivas no enfrentamento à desinformação em saúde. A mesa “Research, Scientific Dissemination, and Combating Fake News”, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir os desafios da desinformação em saúde pública e o papel estratégico da comunicação [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/comunicacao-confianca-e-desinformacao-desafios-centrais-para-a-ciencia-na-era-digital-quinta-feria-4/">Comunicação, confiança e desinformação: desafios centrais para a ciência na era digital (quinta-feria 4)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b> <img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32276 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-22-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-22-300x178.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-22-1024x607.jpg 1024w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-22-768x455.jpg 768w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-22.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />Especialistas discutem o papel da comunicação científica, das políticas públicas e das dinâmicas cognitivas no enfrentamento à desinformação em saúde.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“Research, Scientific Dissemination, and Combating Fake News”</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir os desafios da desinformação em saúde pública e o papel estratégico da comunicação científica na construção de confiança e no fortalecimento das políticas de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenado por </span><b>Margareth Dalcolmo</b><span style="font-weight: 400;"> (Fiocruz), o debate contou com a participação de </span><b>Carolina Ofranti Sampaio</b><span style="font-weight: 400;"> (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), </span><b>Flavia Ferrari</b><span style="font-weight: 400;"> (Instituto Mário Schenberg e Todos pelas Vacinas) e </span><b>Billy Nascimento</b><span style="font-weight: 400;"> (Forebrain).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes das apresentações principais, </span><b>Manoela Ribeiro Bastos</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou o projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">“MartinLab in Schools”</span></i><span style="font-weight: 400;">, que utiliza o jogo educativo CARTelas como ferramenta de divulgação científica sobre terapias avançadas para estudantes do ensino médio, destacando o potencial de abordagens lúdicas na aproximação entre ciência e sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo a mesa, </span><b>Margareth Dalcolmo</b><span style="font-weight: 400;"> ressaltou que a desinformação não é um fenômeno novo, mas ganhou escala e complexidade com o avanço das plataformas digitais. A pesquisadora compartilhou experiências durante a pandemia de Covid-19, destacando o papel da comunicação na mediação entre ciência e sociedade em momentos de crise.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Carolina Ofranti Sampaio</b><span style="font-weight: 400;"> abordou estratégias institucionais para o enfrentamento à desinformação em saúde. Ela destacou que, em um ambiente de comunicação descentralizado, plataformas digitais, algoritmos e filtros passaram a influenciar diretamente a circulação de informações. Entre as iniciativas apresentadas, destacou-se o programa </span><i><span style="font-weight: 400;">Saúde com Ciência</span></i><span style="font-weight: 400;">, voltado à promoção de informação confiável e ao fortalecimento da comunicação pública.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Flavia Ferrari</b><span style="font-weight: 400;"> trouxe a perspectiva da mobilização social, destacando a importância da construção de confiança e do diálogo com diferentes públicos. Segundo ela, iniciativas como o movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos pelas Vacinas</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostram que a comunicação científica precisa considerar contextos, linguagens e realidades diversas para alcançar maior efetividade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando as apresentações, </span><b>Billy Nascimento</b><span style="font-weight: 400;"> discutiu como fatores cognitivos e emocionais influenciam a forma como as pessoas processam e assimilam informações. A partir de conceitos de neurociência e neuromarketing, destacou que o enfrentamento à desinformação exige não apenas dados, mas estratégias que considerem empatia, conexão e compreensão das dinâmicas humanas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo do debate, ficou evidente que o combate à desinformação em saúde exige uma abordagem integrada, que combine ciência, comunicação, políticas públicas e compreensão do comportamento humano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A discussão reforça que fortalecer a confiança na ciência passa não apenas pela produção de conhecimento, mas pela forma como ele é comunicado, compartilhado e apropriado pela sociedade.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/comunicacao-confianca-e-desinformacao-desafios-centrais-para-a-ciencia-na-era-digital-quinta-feria-4/">Comunicação, confiança e desinformação: desafios centrais para a ciência na era digital (quinta-feria 4)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Terapias avançadas ganham escala, mas acesso ainda é o principal desafio (sexta-feira 1)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/terapias-avancadas-ganham-escala-mas-acesso-ainda-e-o-principal-desafio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 17:32:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://isi.bio.fiocruz.br/?p=32241</guid>

					<description><![CDATA[<p>Debate destaca avanços em terapia gênica e CAR-T, ao mesmo tempo em que evidencia desafios de custo, escala e implementação clínica. A mesa “Advanced Therapies across Disease Modalities: Viral Gene Delivery and CAR-T Implementation”, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir o avanço das terapias avançadas, especialmente terapia gênica [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/terapias-avancadas-ganham-escala-mas-acesso-ainda-e-o-principal-desafio/">Terapias avançadas ganham escala, mas acesso ainda é o principal desafio (sexta-feira 1)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32242 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-21-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-21-300x178.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-21-1024x607.jpg 1024w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-21-768x455.jpg 768w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-21.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />Debate destaca avanços em terapia gênica e CAR-T, ao mesmo tempo em que evidencia desafios de custo, escala e implementação clínica.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“Advanced Therapies across Disease Modalities: Viral Gene Delivery and CAR-T Implementation”</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir o avanço das terapias avançadas, especialmente terapia gênica e CAR-T, e os desafios para sua implementação em larga escala.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenada por </span><b>Antônio Carlos Campos de Carvalho</b><span style="font-weight: 400;"> (Fiocruz), a sessão contou com a participação de </span><b>Marina Cavazzana</b><span style="font-weight: 400;"> (Assistance Publique, Hôpitaux de Paris), </span><b>David Williams</b><span style="font-weight: 400;"> (Boston Children’s Hospital) e </span><b>Nelson Hamerschlak</b><span style="font-weight: 400;"> (Hospital Israelita Albert Einstein).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes das apresentações principais, dois trabalhos científicos foram apresentados em formato de pôster oral. </span><b>Luiza de Macedo Abdo</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou um estudo sobre engenharia de células CAR-T utilizando transposons híbridos como alternativa não viral, destacando o potencial de redução de custos na produção dessas terapias. Em seguida, </span><b>Rafael de Freitas Azevedo Repossi</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou sua pesquisa sobre superexpressão do receptor CB1 mediada por vetor AAV em modelo experimental de degeneração retinal, apontando caminhos para o desenvolvimento nacional de terapias gênicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo a mesa, </span><b>Marina Cavazzana</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou avanços em terapia gênica aplicada a imunodeficiências e doenças hematológicas, com destaque para estudos envolvendo Severe Combined Immunodeficiencies (SCIDs). A pesquisadora ressaltou o potencial dessas abordagens para oferecer tratamentos curativos em doenças genéticas raras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>David Williams</b><span style="font-weight: 400;"> discutiu estratégias curativas para a doença falciforme baseadas em edição gênica e terapia celular. Embora os avanços científicos sejam significativos, ele destacou desafios importantes relacionados à regulação, financiamento e escalabilidade dessas tecnologias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando as apresentações, </span><b>Nelson Hamerschlak</b><span style="font-weight: 400;"> trouxe a perspectiva da prática clínica, abordando a implementação de terapias CAR-T no Brasil. Ele explicou os processos envolvidos, desde a coleta e modificação das células até a reinfusão nos pacientes, e destacou os resultados promissores observados em estudos clínicos internacionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Apesar dos avanços, o especialista chamou atenção para a discrepância no acesso: enquanto milhares de tratamentos são realizados anualmente em países como os Estados Unidos, o número de procedimentos no Brasil ainda é limitado. Segundo ele, ampliar o acesso passa por reduzir custos, fortalecer a produção nacional e expandir a infraestrutura clínica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo do debate, ficou evidente que, embora as terapias avançadas representem uma das fronteiras mais promissoras da medicina, seu impacto ainda depende da superação de desafios estruturais relacionados a custo, produção e acesso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A discussão reforça que o futuro dessas tecnologias não está apenas na inovação científica, mas na capacidade de torná-las viáveis e acessíveis em diferentes contextos de saúde.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/12/terapias-avancadas-ganham-escala-mas-acesso-ainda-e-o-principal-desafio/">Terapias avançadas ganham escala, mas acesso ainda é o principal desafio (sexta-feira 1)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Adjuvantes ganham protagonismo no desenvolvimento de vacinas de nova geração (sexta-feira 2)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/adjuvantes-ganham-protagonismo-no-desenvolvimento-de-vacinas-de-nova-geracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 18:53:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://isi.bio.fiocruz.br/?p=32236</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialistas destacam como sistemas adjuvantes avançados podem redefinir a eficácia, o alcance e a resposta imunológica de novos imunobiológicos. A mesa “Adjuvants as a Game Changer for New Biologicals”, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas internacionais para discutir o papel estratégico dos adjuvantes no desenvolvimento de vacinas e imunobiológicos de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/adjuvantes-ganham-protagonismo-no-desenvolvimento-de-vacinas-de-nova-geracao/">Adjuvantes ganham protagonismo no desenvolvimento de vacinas de nova geração (sexta-feira 2)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32237 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-20-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-20-300x178.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-20-1024x607.jpg 1024w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-20-768x455.jpg 768w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-20.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />Especialistas destacam como sistemas adjuvantes avançados podem redefinir a eficácia, o alcance e a resposta imunológica de novos imunobiológicos.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“Adjuvants as a Game Changer for New Biologicals”</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas internacionais para discutir o papel estratégico dos adjuvantes no desenvolvimento de vacinas e imunobiológicos de próxima geração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenada por </span><b>Hugo Tonioli Defendi</b><span style="font-weight: 400;"> (Bio-Manguinhos/Fiocruz), a sessão contou com a participação de </span><b>Dennis Christensen</b><span style="font-weight: 400;"> (Croda), </span><b>Aneesh Thakur</b><span style="font-weight: 400;"> (VIDO/University of Saskatchewan), </span><b>Pi-Hui Liang</b><span style="font-weight: 400;"> (ImmunAdd) e </span><b>Milena Akamatsu</b><span style="font-weight: 400;"> (Instituto Butantan).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes das apresentações principais, dois trabalhos científicos foram apresentados em formato de pôster oral. </span><b>Barbara Araujo Nogueira</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou um estudo comparativo sobre imunização contra </span><i><span style="font-weight: 400;">Acinetobacter baumannii</span></i><span style="font-weight: 400;">, analisando a relação entre resposta humoral e proteção funcional. Em seguida, </span><b>Francisco Ibanez</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou resultados sobre uma vacina contra doença de Chagas adjuvada com QS-21 GH, destacando sua eficácia imunológica e potencial terapêutico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo a mesa, </span><b>Dennis Christensen</b><span style="font-weight: 400;"> discutiu o desenho racional de sistemas adjuvantes para vacinas de nova geração. O pesquisador destacou como diferentes combinações de adjuvantes podem modular respostas imunológicas específicas, permitindo o desenvolvimento de imunizantes mais eficazes e direcionados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Aneesh Thakur</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou o uso de nanoestruturas lipídicas como plataforma para novos adjuvantes vacinais. Segundo ele, essas tecnologias representam um novo paradigma, oferecendo maior estabilidade, capacidade de direcionamento imunológico e potencial de escalonamento produtivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pi-Hui Liang</b><span style="font-weight: 400;"> trouxe a perspectiva da glicobiologia aplicada ao desenvolvimento de adjuvantes, destacando como interações envolvendo carboidratos podem influenciar a resposta imune e abrir novas possibilidades para o design de vacinas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando as apresentações, </span><b>Milena Akamatsu</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou o desenvolvimento do IB160, uma emulsão baseada em esqualeno criada pelo Instituto Butantan para resposta a pandemias de influenza. A pesquisadora destacou o potencial estratégico da plataforma para preparação pandêmica e fortalecimento da capacidade de resposta a emergências sanitárias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo da discussão, ficou evidente que os adjuvantes deixaram de ser componentes auxiliares para assumir papel central no desenvolvimento de vacinas mais eficazes, seguras e adaptáveis a diferentes desafios epidemiológicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa reforçou que a inovação em imunobiológicos passa, cada vez mais, pela capacidade de desenhar respostas imunológicas de forma precisa, ampliando o impacto das vacinas na saúde global.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/adjuvantes-ganham-protagonismo-no-desenvolvimento-de-vacinas-de-nova-geracao/">Adjuvantes ganham protagonismo no desenvolvimento de vacinas de nova geração (sexta-feira 2)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Inteligência artificial redefine inovação, produção e preparação para pandemias (sexta-feira 3)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/inteligencia-artificial-redefine-inovacao-producao-e-preparacao-para-pandemias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 18:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://isi.bio.fiocruz.br/?p=32229</guid>

					<description><![CDATA[<p>Debate destaca como IA está transformando desde a descoberta de fármacos até a resposta global a emergências sanitárias. A mesa “The Future is Now: Using AI to Foster Technological Development and Production of Biologicals”, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir o papel crescente da inteligência artificial na transformação [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/inteligencia-artificial-redefine-inovacao-producao-e-preparacao-para-pandemias/">Inteligência artificial redefine inovação, produção e preparação para pandemias (sexta-feira 3)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32232 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-19-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-19-300x178.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-19-1024x607.jpg 1024w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-19-768x455.jpg 768w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-19.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />Debate destaca como IA está transformando desde a descoberta de fármacos até a resposta global a emergências sanitárias.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“The Future is Now: Using AI to Foster Technological Development and Production of Biologicals”</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizada durante o 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), reuniu especialistas para discutir o papel crescente da inteligência artificial na transformação da pesquisa, da produção industrial e da preparação para futuras pandemias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenada por </span><b>Eduardo Krempser</b><span style="font-weight: 400;"> (Bio-Manguinhos/Fiocruz/), a sessão contou com a participação de </span><b>Charlotte Deane</b><span style="font-weight: 400;"> (St Anne’s College), </span><b>Caetano Penna</b><span style="font-weight: 400;"> (CGEE/MCTI), </span><b>Nestor Ayala</b><span style="font-weight: 400;"> (UFRGS), <strong data-start="233" data-end="256">Tiago Bahia Fontana </strong>(MS) e </span><b>Newton Wahome</b><span style="font-weight: 400;"> (CEPI).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes das apresentações principais, dois trabalhos científicos foram apresentados em formato de pôster oral. </span><b>Caio Velloso Mergh</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou um estudo sobre o uso de inteligência artificial e Retrieval-Augmented Generation (RAG) para apoio à conformidade regulatória na indústria farmacêutica, destacando o potencial de modelos híbridos que combinam expertise humana e automação. Em seguida, </span><b>Yan Cardoso Pimenta</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou uma análise </span><i><span style="font-weight: 400;">in silico</span></i><span style="font-weight: 400;"> de interações entre glicanos associados a antígenos de grupo sanguíneo e proteínas de norovírus, reforçando o papel da computação no avanço da pesquisa biomolecular.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo a mesa, </span><b>Charlotte Deane</b><span style="font-weight: 400;"> discutiu aplicações de bioinformática, estatística e inteligência artificial na descoberta de fármacos. A pesquisadora destacou que, embora a IA tenha potencial transformador, seu desempenho depende diretamente da qualidade dos dados e do contexto de aplicação, não sendo uma solução universal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Caetano Penna</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou perspectivas do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), destacando que o país já possui capacidades relevantes em áreas como saúde, química e biotecnologia, com potencial para ampliar sua atuação estratégica no cenário global.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Complementando a discussão, <strong data-start="233" data-end="256">Tiago Bahia Fontana</strong>, Coordenador-Geral de Disseminação e Integração de Dados e Informações em Saúde do Ministério da Saúde, destacou iniciativas de transformação digital no SUS, com foco na integração de dados e no uso de inteligência artificial para apoiar a formulação de políticas públicas, ampliar a eficiência do sistema e promover maior equidade no acesso à saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Nestor Ayala</b><span style="font-weight: 400;"> abordou a transformação industrial impulsionada pela IA, destacando a transição da Indústria 4.0 para a Indústria 5.0. Segundo ele, o foco atual vai além da automação, priorizando a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes. O principal desafio, afirmou, não é tecnológico, mas organizacional, exigindo adaptação gradual e capacitação das equipes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando a mesa, </span><b>Newton Wahome</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou o conceito do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pandemic Preparedness Engine</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma plataforma global baseada em inteligência artificial voltada à preparação para pandemias. A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de vacinas em até 100 dias após a identificação de novos patógenos, integrando dados genômicos, epidemiológicos e modelos computacionais para prever respostas imunológicas eficazes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo da discussão, destacou-se que o impacto da inteligência artificial na saúde vai além da automação de processos, envolvendo transformação estrutural na forma como conhecimento é produzido, decisões são tomadas e respostas globais são organizadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa reforçou que o avanço da IA em saúde dependerá não apenas de inovação tecnológica, mas também de governança de dados, colaboração internacional e desenvolvimento de capacidades institucionais para garantir uso seguro, ético e equitativo dessas ferramentas.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/inteligencia-artificial-redefine-inovacao-producao-e-preparacao-para-pandemias/">Inteligência artificial redefine inovação, produção e preparação para pandemias (sexta-feira 3)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Da pesquisa à aplicação: engenharia da matriz extracelular aponta caminhos para inovação translacional (sexta-feira 4)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/da-pesquisa-a-aplicacao-engenharia-da-matriz-extracelular-aponta-caminhos-para-inovacao-translacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 17:08:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://isi.bio.fiocruz.br/?p=32223</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mesa de encerramento destaca o potencial da ciência brasileira em transformar conhecimento em terapias. A mesa “Extracellular Matrix Engineering for Neural Regeneration: A Brazilian Translational Perspective Using Polylaminin”, que encerrou a programação científica do 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), trouxe ao centro do debate o desafio de transformar pesquisa básica em soluções terapêuticas concretas. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/da-pesquisa-a-aplicacao-engenharia-da-matriz-extracelular-aponta-caminhos-para-inovacao-translacional/">Da pesquisa à aplicação: engenharia da matriz extracelular aponta caminhos para inovação translacional (sexta-feira 4)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32218 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17-300x300.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17-150x150.jpg 150w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />Mesa de encerramento destaca o potencial da ciência brasileira em transformar conhecimento em terapias.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A mesa </span><i><span style="font-weight: 400;">“Extracellular Matrix Engineering for Neural Regeneration: A Brazilian Translational Perspective Using Polylaminin”</span></i><span style="font-weight: 400;">, que encerrou a programação científica do 10º International Symposium on Immunobiologicals (ISI), trouxe ao centro do debate o desafio de transformar pesquisa básica em soluções terapêuticas concretas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Coordenada por </span><b>Rosane Cuber,</b><span style="font-weight: 400;"> diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, a sessão reuniu </span><b>Tatiana Coelho de Sampaio</b><span style="font-weight: 400;"> (UFRJ) e </span><b>Rogério Almeida</b><span style="font-weight: 400;"> (Cristália), destacando uma trajetória de colaboração entre academia e indústria ainda pouco comum no contexto brasileiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na abertura, </span><b>Rosane Cuber</b><span style="font-weight: 400;"> ressaltou a importância da ciência translacional como elo entre geração de conhecimento e impacto real na sociedade. Segundo ela, fortalecer esse caminho exige não apenas investimento em pesquisa, mas também estratégias que aproximem universidades, setor produtivo e políticas públicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em sua apresentação, </span><b>Tatiana Sampaio</b><span style="font-weight: 400;"> explorou o papel da laminina, proteína essencial da matriz extracelular, na organização estrutural dos tecidos e nos processos de regeneração. A pesquisadora destacou que, enquanto nervos periféricos apresentam capacidade regenerativa, o sistema nervoso central, como cérebro e medula espinhal, possui limitações significativas nesse processo. A partir dessa diferença, seu trabalho investiga o potencial da laminina em estimular a regeneração em lesões neurológicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><b>Rogério Almeida</b><span style="font-weight: 400;"> apresentou a trajetória de desenvolvimento da tecnologia polylaminina, resultado de uma parceria entre a UFRJ e o laboratório Cristália. Ele destacou que o projeto representa um exemplo de inovação radical, quando não existem exemplos de evidência em outros países, com potencial aplicação terapêutica em regeneração neural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O executivo também chamou atenção para os desafios estruturais da inovação em saúde no Brasil, especialmente a baixa integração entre universidades e indústria, que frequentemente impede que pesquisas promissoras avancem para aplicações clínicas. Segundo ele, o desenvolvimento da polylaminina ilustra tanto o potencial quanto a complexidade desse processo, que envolve longos ciclos de pesquisa, validação e regulação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo da discussão, ficou evidente que iniciativas como essa dependem de colaboração contínua, investimento de longo prazo e marcos regulatórios capazes de acompanhar inovações disruptivas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando o simpósio, a mesa reforçou que o futuro da inovação em saúde no Brasil passa pela capacidade de conectar ciência, desenvolvimento tecnológico e aplicação prática, garantindo que descobertas científicas possam, de fato, se transformar em soluções acessíveis à população.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/11/da-pesquisa-a-aplicacao-engenharia-da-matriz-extracelular-aponta-caminhos-para-inovacao-translacional/">Da pesquisa à aplicação: engenharia da matriz extracelular aponta caminhos para inovação translacional (sexta-feira 4)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Encerramento do ISI 2026 premia pesquisas inovadoras e destaca nova geração científica</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/09/encerramento-do-isi-2026-premia-pesquisas-inovadoras-e-destaca-nova-geracao-cientifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:59:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A cerimônia de encerramento do ISI 2026 foi marcada pela entrega dos prêmios da Exposição Científica de Pôsteres, reconhecendo pesquisas de destaque apresentadas ao longo do simpósio e reforçando o papel do evento como espaço de estímulo à inovação, formação de talentos e fortalecimento da ciência voltada à saúde pública. A premiação contemplou trabalhos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/09/encerramento-do-isi-2026-premia-pesquisas-inovadoras-e-destaca-nova-geracao-cientifica/">Encerramento do ISI 2026 premia pesquisas inovadoras e destaca nova geração científica</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32217 alignleft" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-18-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-18-300x300.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-18-150x150.jpg 150w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-18.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A cerimônia de encerramento do ISI 2026 foi marcada pela entrega dos prêmios da Exposição Científica de Pôsteres, reconhecendo pesquisas de destaque apresentadas ao longo do simpósio e reforçando o papel do evento como espaço de estímulo à inovação, formação de talentos e fortalecimento da ciência voltada à saúde pública. A premiação contemplou trabalhos nas áreas de vacinas, biofármacos, diagnóstico, terapias avançadas, inteligência artificial e comunicação científica, evidenciando a diversidade temática e o caráter multidisciplinar do encontro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Os trabalhos foram avaliados por uma Comissão Independente de Avaliação de Prêmios (CIAP), formada por pesquisadores externos à Fiocruz: Daniel Pacheco, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Marco Stephano e Maria Sato, da Universidade de São Paulo (USP); Matias Melendez, do Instituto Nacional de Câncer (INCa); Milena Akamatsu, do Instituto Butantan; e Telma Oshiro, também da USP. A seleção considerou critérios como qualidade científica, metodologia, originalidade, relevância e clareza dos trabalhos apresentados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A primeira etapa da cerimônia foi dedicada às menções honrosas concedidas a pesquisas consideradas de destaque pela comissão avaliadora. Entre os trabalhos reconhecidos esteve o estudo “Molecular evidence of transfusion risk: first report of Oropouche virus in asymptomatic blood donors in Rio de Janeiro, Brazil”, de Barbara Araujo Nogueira, voltado à detecção do vírus Oropouche em doadores de sangue assintomáticos. Também receberam homenagem o trabalho “Advancing CAR-T Cell Engineering: Hybrid Transposons as Cost-Effective Non-Viral Alternatives”, de Luiza de Macedo Abdo, sobre alternativas não virais para engenharia de células CAR-T; o estudo “Scaling up YFV 17DD virus to a 40-liter pilot-scale stirred-tank bioreactor at Bio-Manguinhos pilot plant”, de Adrian Chaves Beserra Penha, relacionado à ampliação de escala da vacina de febre amarela; e o projeto “MartinLab in Schools: promoting science communication through the educational board game CARTelas”, de Manoela Ribeiro Bastos, voltado à divulgação científica em escolas por meio de jogos educativos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A cerimônia seguiu com a entrega dos prêmios Jovem Talento Científico, destinados a pesquisadores de até 26 anos. Na categoria Henrique de Azevedo Penna, o prêmio foi concedido a Eliza Lima dos Santos, pelo trabalho “Development of optical and electrochemical biosensors applicable to the diagnosis of infection caused by the Hepatitis Delta virus”, voltado ao desenvolvimento de biossensores para diagnóstico da hepatite Delta. Na categoria Evandro Chagas, a vencedora foi Andressa Borges de Almeida, autora da pesquisa “Scaling up a chromatography-based downstream process for 17DD yellow fever viral vaccine manufacturing: from the bench to the pilot stage in Eukaryotes Pilot Laboratory/Bio-Manguinhos”, relacionada ao escalonamento de processos produtivos da vacina de febre amarela. Já o prêmio Sérgio Arouca foi entregue a Bernardo Monteiro de Vasconcelos, pelo estudo “Functional application of the iCASP9 suicide gene system as a safety mechanism for CAR-T cells”, sobre mecanismos de segurança aplicados a terapias celulares CAR-T.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Entre os principais premiados da edição, o terceiro lugar da categoria Alcides Godoy ficou com Caio Velloso Mergh e o trabalho “Artificial Intelligence and Retrieval-Augmented Generation (RAG) for Regulatory Compliance in the Pharmaceutical Industry: A Tripartite Comparative Study”. A pesquisa avaliou o uso de inteligência artificial e sistemas RAG para apoio em análises regulatórias da indústria farmacêutica, propondo modelos híbridos entre especialistas humanos e IA para ampliar eficiência e confiabilidade dos processos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O segundo lugar, na categoria Carlos Chagas, foi concedido a Juliana de Sousa dos Santos Pereira pelo estudo “Production of anti-PD-1 monoclonal antibody (Nivolumab) using an mRNA platform”, que explorou o uso de plataformas de RNA mensageiro para produção de anticorpos monoclonais aplicados ao tratamento oncológico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O principal reconhecimento do simpósio, o prêmio Oswaldo Cruz, foi entregue a Daniele Ramos Rocha, autora do trabalho “Bio-Manguinhos and new generation of vaccines: consolidation of mRNA-LNP production and evaluation of critical quality attributes at pilot scale”. A pesquisa aborda a consolidação da plataforma nacional de produção de vacinas baseadas em RNA mensageiro e nanopartículas lipídicas (mRNA-LNP), considerada uma das principais apostas tecnológicas globais para futuras estratégias de imunização e resposta a emergências sanitárias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes do anúncio do prêmio principal, a diretora de Bio-Manguinhos, Rosane Cuber, e o assessor científico Akira Homma realizaram as falas de encerramento do evento. Rosane destacou a importância da comissão científica independente e agradeceu às equipes envolvidas na organização do simpósio, incluindo comunicação, captação de recursos e patrocinadores. Segundo ela, o ISI se consolidou como um espaço de troca de experiências, construção coletiva e fortalecimento da inovação em saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Akira Homma ressaltou a alta qualidade dos trabalhos apresentados e destacou o protagonismo das novas gerações no futuro da instituição. Em tom descontraído, comentou a diversidade da comissão avaliadora antes de afirmar que os próximos 50 anos de Bio-Manguinhos estarão nas mãos da juventude científica presente no evento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O encerramento consolidou o ISI 2026 como um espaço estratégico de articulação entre ciência, inovação, indústria e saúde pública, reunindo pesquisadores brasileiros e internacionais em torno dos desafios contemporâneos da produção de imunobiológicos, terapias avançadas, inteligência artificial e acesso equitativo à saúde.</span></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagem: Monara Barreto</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/09/encerramento-do-isi-2026-premia-pesquisas-inovadoras-e-destaca-nova-geracao-cientifica/">Encerramento do ISI 2026 premia pesquisas inovadoras e destaca nova geração científica</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Terapias avançadas, adjuvantes e inteligência artificial (sexta-feira comp.)</title>
		<link>https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/09/terapias-avancadas-adjuvantes-e-inteligencia-artificial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Suely Amarante]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não categorizado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Terapias avançadas, adjuvantes e inteligência artificial marcam o terceiro dia do ISI 2026 O terceiro dia do ISI 2026 reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir terapias avançadas, plataformas vacinais, adjuvantes e aplicações de inteligência artificial no desenvolvimento e produção de imunobiológicos. A programação desta quinta-feira (8/5) foi marcada por debates sobre inovação tecnológica, acesso [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/09/terapias-avancadas-adjuvantes-e-inteligencia-artificial/">Terapias avançadas, adjuvantes e inteligência artificial (sexta-feira comp.)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt;"><b>Terapias avançadas, adjuvantes e inteligência artificial marcam o terceiro dia do ISI 2026</b></span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O terceiro dia do ISI 2026 reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir terapias avançadas, plataformas vacinais, adjuvantes e aplicações de inteligência artificial no desenvolvimento e produção de imunobiológicos. A programação desta quinta-feira (8/5) foi marcada por debates sobre inovação tecnológica, acesso a tratamentos de alto custo, preparação para futuras pandemias e transformação digital na saúde.</span></p>
<h1 style="text-align: center;"><span style="font-size: 18pt;"><b>Terapias gênicas e CAR-T avançam, mas o acesso ainda é um desafio</b></span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A primeira mesa do dia abordou o avanço das terapias avançadas em diferentes doenças, com foco em terapia gênica e implementação de terapias CAR-T. Coordenada por Antônio Carlos Campos de Carvalho, da Fiocruz, a sessão reuniu especialistas internacionais e representantes de instituições brasileiras que atuam no desenvolvimento clínico e translacional dessas tecnologias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes das apresentações principais, dois trabalhos científicos foram apresentados em formato de pôster oral. </span><span style="font-weight: 400;">Luiza de Macedo apresentou um estudo sobre engenharia de células CAR-T utilizando transposons híbridos como alternativa não viral para modificação genética. A pesquisadora destacou que a produção de terapias CAR-T ainda é altamente complexa, demorada e de custo elevado, podendo chegar a cerca de 500 mil dólares por paciente. O trabalho busca avaliar estratégias capazes de reduzir custos e ampliar a viabilidade dessas terapias. </span><span style="font-weight: 400;">Na sequência, Rafael de Freitas Azevedo Repossi apresentou uma pesquisa sobre superexpressão do receptor CB1 mediada por vetor AAV em modelo experimental de degeneração retinal, discutindo perspectivas para o desenvolvimento nacional de terapias gênicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Participando remotamente, Marina Cavazzana, da Assistance Publique Hôpitaux de Paris, apresentou experiências envolvendo terapia gênica para imunodeficiências e doenças hematológicas. A pesquisadora destacou estudos relacionados às Severe Combined Immunodeficiencies (SCIDs), grupo raro de doenças genéticas caracterizadas pela incapacidade do organismo de produzir células T e B funcionais, comprometendo severamente o sistema imunológico dos pacientes. Marina também mencionou colaborações científicas em andamento com o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">David Williams, do Boston Children’s Hospital, abordou avanços e desafios das terapias gênicas voltadas à doença falciforme. A apresentação discutiu estratégias curativas baseadas em edição gênica e terapia celular, além dos desafios regulatórios, financeiros e produtivos associados à implementação dessas tecnologias em larga escala.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando a mesa, Nelson Hamerschlak, do Hospital Israelita Albert Einstein, apresentou experiências de implementação clínica de terapias CAR-T no Brasil. O hematologista explicou que as células T são coletadas dos pacientes por leucaférese e posteriormente modificadas geneticamente antes de serem reinfundidas em dose única. Hamerschlak destacou que estudos clínicos internacionais demonstraram resultados robustos e duradouros para diferentes produtos CAR-T já aprovados, especialmente em pacientes pediátricos. No entanto, ressaltou que a prática clínica no “mundo real” envolve pacientes mais complexos, incluindo idosos, pessoas com comorbidades e tumores mais agressivos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Segundo ele, enquanto os Estados Unidos realizam entre 6 mil e 8 mil infusões de CAR-T por ano, o Brasil registra atualmente cerca de 250 casos anuais. O especialista afirmou que o futuro da terapia passa pela otimização dos processos produtivos, ampliação de indicações terapêuticas, desenvolvimento de novas tecnologias e, principalmente, pela ampliação do acesso para a população brasileira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No debate final, Antônio Carlos Campos de Carvalho questionou David Williams sobre perspectivas de continuidade de um estudo publicado em 2022. O pesquisador respondeu que pretende avançar para ensaios clínicos, mas destacou dificuldades relacionadas ao financiamento. Já para Nelson Hamerschlak, o chair perguntou sobre estratégias para ampliar a produção nacional dessas terapias. O hematologista ressaltou a importância da colaboração entre instituições brasileiras, afirmando que o país ainda possui limitações estruturais para produção em padrão GMP, embora já existam iniciativas de desenvolvimento pré-clínico de vetores e novas plataformas celulares.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32211 aligncenter" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-14-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-14-300x300.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-14-150x150.jpg 150w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-14.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h1 style="text-align: center;"><span style="font-size: 18pt;"><b>Adjuvantes ganham protagonismo no desenvolvimento de vacinas</b></span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A segunda mesa do dia discutiu o papel estratégico dos adjuvantes no desenvolvimento de novos imunobiológicos e vacinas de próxima geração. Coordenada por Hugo Defendi, vice-diretor de Inovação de Bio-Manguinhos/Fiocruz, a sessão reuniu especialistas internacionais que apresentaram novas abordagens envolvendo sistemas de entrega, nanoestruturas lipídicas e glicobiologia aplicada à imunização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo a sessão, Barbara Araujo Nogueira apresentou um estudo comparativo sobre imunização contra Acinetobacter baumannii utilizando OMV e OmpA, analisando a relação entre resposta humoral e proteção funcional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, Francisco Ibanez apresentou resultados relacionados a uma vacina contra doença de Chagas adjuvada com QS-21 GH, discutindo eficácia imunológica e perspectivas terapêuticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Dennis Christensen, da Croda, apresentou uma palestra sobre desenho racional de sistemas adjuvantes para vacinas de nova geração. O pesquisador discutiu como diferentes combinações de adjuvantes podem modular respostas imunológicas específicas e ampliar a eficácia de imunizantes voltados a diferentes doenças infecciosas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Aneesh Thakur, da VIDO/University of Saskatchewan, abordou o uso de nanoestruturas lipídicas como nova plataforma para adjuvantes vacinais. Segundo ele, essas tecnologias representam um novo paradigma para vacinas globais, permitindo maior estabilidade, direcionamento imunológico e potencial de escalonamento produtivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Pi-Hui Liang, da ImmunAdd, apresentou pesquisas envolvendo glicobiologia aplicada ao desenvolvimento de novos adjuvantes vacinais. A palestra destacou como carboidratos e interações glicobiológicas podem influenciar respostas imunológicas e abrir novas possibilidades para desenho de vacinas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando a mesa, Milena Akamatsu, do Instituto Butantan, apresentou o desenvolvimento do IB160, uma emulsão baseada em esqualeno criada para resposta a pandemias de influenza. A pesquisadora discutiu os avanços da plataforma e seu potencial estratégico para preparação pandêmica.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32215 aligncenter" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-15-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-15-300x300.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-15-150x150.jpg 150w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-15.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h1 style="text-align: center;"><span style="font-size: 18pt;"><b>Inteligência artificial transforma pesquisa, indústria e preparação para pandemias</b></span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A seguinte mesa do dia discutiu o impacto da inteligência artificial sobre o desenvolvimento tecnológico, produção industrial e preparação para emergências sanitárias. Coordenada por Eduardo Krempser, de Bio-Manguinhos/Fiocruz, a sessão reuniu pesquisadores, especialistas em transformação digital e representantes de iniciativas internacionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Abrindo os trabalhos científicos, Caio Velloso apresentou um estudo sobre aplicação de inteligência artificial e Retrieval-Augmented Generation (RAG) para análise regulatória na indústria farmacêutica. O pesquisador explicou que atualmente grande parte da documentação regulatória depende da atuação de especialistas humanos e que o estudo avaliou o desempenho de sistemas de IA para apoiar esse processo. Segundo ele, os resultados indicam que modelos híbridos, combinando expertise humana e agilidade da IA apresentam maior potencial de eficiência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Charlotte Deane, do St Anne’s College, abriu a mesa principal discutindo aplicações de bioinformática, estatística e inteligência artificial na descoberta de fármacos. A pesquisadora destacou que dados são o principal motor da IA e afirmou que, embora a inteligência artificial tenha potencial transformador para o desenvolvimento de medicamentos, ela não representa uma solução universal. Segundo Charlotte, em alguns cenários a IA supera métodos tradicionais, enquanto em outras abordagens convencionais ainda apresentam melhor desempenho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, Caetano Penna, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCTI), apresentou perspectivas do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O economista destacou que o Brasil já possui capacidades estruturais importantes em IA, especialmente nas áreas de saúde, química e biotecnologia, setores que vêm concentrando investimentos públicos e produção de conhecimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Representando o Ministério da Saúde, Tiago Bahia Fontana apresentou iniciativas ligadas à transformação digital no SUS e estratégias de integração de dados em saúde dentro do PBIA.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nestor Ayala discutiu os impactos da inteligência artificial sobre a transformação industrial e a transição da chamada Indústria 4.0 para a Indústria 5.0. Segundo ele, o foco atual deixa de ser apenas automação e passa a priorizar a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes. O pesquisador afirmou que o principal desafio hoje não é tecnológico, mas organizacional, e destacou a importância de processos graduais de capacitação e alfabetização em IA dentro das empresas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando a programação, Newton Wahome, da CEPI, apresentou o conceito do “Pandemic Preparedness Engine”, plataforma global baseada em inteligência artificial voltada à preparação para futuras pandemias. A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de vacinas para novas ameaças sanitárias em até 100 dias após a identificação de um novo patógeno.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Segundo Wahome, a plataforma funcionaria como uma espécie de “ChatGPT para desenvolvedores de vacinas”, integrando dados de vigilância genômica, epidemiologia e modelagem molecular para prever estruturas antigênicas capazes de gerar respostas imunológicas eficazes. O projeto envolve parcerias com instituições como Houston Methodist Research Institute, University of Leipzig e UC Davis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O pesquisador destacou ainda que a plataforma incorpora mecanismos de biosegurança para prevenir uso inadequado da tecnologia e prevê a criação de “AI factories”, centros computacionais distribuídos em diferentes regiões do mundo para ampliar acesso global às capacidades de inteligência artificial aplicadas à saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Durante o debate final, Eduardo Krempser levantou questões sobre qualidade e compartilhamento de dados para treinamento de sistemas de IA, além dos desafios da transformação digital no setor da saúde. Os palestrantes ressaltaram a importância de processos graduais de implementação tecnológica e da colaboração internacional para garantir desenvolvimento seguro e equitativo dessas ferramentas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32216 aligncenter" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-16-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-16-300x300.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-16-150x150.jpg 150w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-16.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h1 style="text-align: center;"><span style="font-size: 18pt;"><b>Engenharia da matriz extracelular e inovação translacional encerram o ISI</b></span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando a programação científica do ISI 2026, a última mesa do simpósio abordou perspectivas brasileiras em engenharia de matriz extracelular para regeneração neural, com foco no desenvolvimento da tecnologia polylaminina. Coordenada por Rosane Cuber, diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, a sessão reuniu Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, e Rogério Almeida, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento do laboratório Cristália.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na abertura da mesa, Rosane Cuber destacou a importância de incentivar não apenas a pesquisa básica, mas também estratégias capazes de transformar conhecimento científico em soluções concretas para a população. Segundo ela, a ciência translacional representa um elo fundamental entre universidade, inovação e acesso à saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tatiana Sampaio iniciou sua apresentação explicando o papel da laminina, proteína presente na matriz extracelular e essencial para organização estrutural dos tecidos. A pesquisadora descreveu como diferentes tipos de matriz extracelular atuam no organismo, incluindo estruturas de preenchimento e membranas organizadas em formato de lâmina, responsáveis por compartimentalizar tecidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Segundo Tatiana, a laminina está presente em praticamente todos os tecidos do corpo e desempenha papel importante especialmente nos nervos periféricos, que possuem capacidade de regeneração. Já no sistema nervoso central, incluindo cérebro e medula espinhal, essa regeneração não ocorre naturalmente. A partir dessa observação, a pesquisadora apresentou a hipótese central de seu trabalho: se a presença de laminina poderia favorecer processos regenerativos em lesões medulares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Na sequência, Rogério Almeida apresentou a trajetória de colaboração entre a Cristália e a UFRJ no desenvolvimento da tecnologia polylaminina. O executivo destacou que a parceria representa um exemplo ainda pouco comum no Brasil de translação da pesquisa acadêmica para aplicação industrial e desenvolvimento terapêutico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao apresentar a trajetória da Cristália, Rogério ressaltou o histórico da empresa em inovação farmacêutica nacional, incluindo mais de uma centena de patentes concedidas e projetos desenvolvidos em parceria com instituições públicas. Ele citou como exemplo o desenvolvimento da somatropina em parceria com Bio-Manguinhos, processo que levou 14 anos até chegar ao SUS.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Segundo o pesquisador, um dos principais desafios da inovação em saúde no Brasil ainda é a baixa conexão entre universidades e indústria, o que faz com que muitos projetos promissores permaneçam restritos ao ambiente acadêmico sem avançar para aplicações terapêuticas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Rogério explicou que a invenção do processo relacionado à polylaminina teve início em 1999, enquanto a cooperação formal entre UFRJ e Cristália começou alguns anos depois. A patente foi concedida em 2025 e os estudos clínicos devem começar em breve. Ele ressaltou que o projeto representa uma inovação radical, exigindo da Anvisa avaliações inéditas devido à ausência de referências internacionais prévias sobre segurança da aplicação intracelular da tecnologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Encerrando o simpósio, Rosane Cuber afirmou que a mesa simbolizava de forma representativa os objetivos do evento ao aproximar ciência básica, inovação e aplicação prática. A diretora também destacou desafios estruturais da formação acadêmica brasileira, apontando que áreas biomédicas ainda oferecem pouca formação voltada à translação do conhecimento científico para produtos e terapias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Rosane ressaltou ainda que persistem barreiras culturais entre universidade e indústria, tanto por parte de pesquisadores quanto do setor produtivo, dificultando parcerias estratégicas para inovação em saúde. Segundo ela, o fortalecimento dessas conexões é fundamental para que descobertas científicas possam efetivamente chegar à população por meio de novos medicamentos e terapias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32218 aligncenter" src="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17-300x300.jpg 300w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17-150x150.jpg 150w, https://isi.bio.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/05/Design-sem-nome-17.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Texto: Marcela Dobarro<br />
Imagens: André Rocha</p><p>The post <a href="https://isi.bio.fiocruz.br/2026/05/09/terapias-avancadas-adjuvantes-e-inteligencia-artificial/">Terapias avançadas, adjuvantes e inteligência artificial (sexta-feira comp.)</a> first appeared on <a href="https://isi.bio.fiocruz.br">International Symposium on Immunobiologicals</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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